As interfaces entre cinema e hip hop surgem, neste livro, da investigação sobre representações sociais do crime e da violência. O livro parte da análise do filme O invasor (Beto Brant, 2001), para se desdobrar sobre contexto mais amplo das disputas simbólicas que circulam em torno dos temas destacados. Pensando nas relações entre filme e história, busca abordar os processos de significação da obra e os contatos que estabelece com imagens disponíveis em seu contexto. Das diferentes matrizes de discurso, destaca a importância das elaborações do hip hop com as quais o filme estabelece contato explícito. Sem que se esgote em O invasor, a análise aponta para um momento em que alguns filmes brasileiros buscaram formas particulares de diálogo com o hip hop. Avalia-se a força dessa relação para deslocamentos de imagens e sentidos das relações entre centro, periferia, crime e violência na história recente do Brasil. Outras produções importantes no diálogo com o hip hop são percorridas. São os casos de O rap do pequeno príncipe contra as almas sebosas (Marcelo Luna e Paulo Caldas, 2000) e Uma onda no ar (Helvecio Ratton, 2002), sempre considerando as temáticas da representação das divisões sociais e da violência.
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