Águia na Cabeça: a influência de Natal da Portela nos processos de urbanização da Grande Madureira ao longo da década de 1950
Natalino José do Nascimento, o Natal da Portela, é um dos personagens mais carismáticos da história do Rio de Janeiro. Nascido em Queluz, interior de São Paulo, veio ainda menino com sua família para o Rio de Janeiro. Certamente, ninguém imaginava que aquela criança se tornaria um dos mais relevantes cariocas de todos os tempos. Uma vez no Rio de Janeiro, Natalino experimentou de perto a escassez e a exclusão. Ligado diretamente a vários elementos que formam o ethos da cultura popular carioca, Natal teve presença marcante na vasta região suburbana carioca. Seja no futebol, nas macumbas, no samba ou no jogo do bicho. Nesta contravenção, ele se tornou um dos maiorais. Foi, possivelmente, o mais popular dentre todos os banqueiros do jogo na história dessa atividade. A partir da sua agência na contravenção, ganhou notoriedade, tornando-se “o maior mito popular da história do Rio de Janeiro”, segundo o jornalista Adelzon Alves. Essa popularidade, em grande medida, se deveu também ao fato de ser o homem forte da maior campeã do Carnaval, a escola de samba Portela. Nesse sentido, Natal construiu em torno de si, ao longo do tempo, enorme poder de influência. E é sobre uma das resultantes dela que nos debruçaremos neste livro. De que forma Natal da Portela, o “homem de um braço só”, influenciou na urbanização de bairros como Madureira e Oswaldo Cruz?
Autor:
Luiz Espírito Santo
Ano:
2025
Gênero:
Acadêmico
ISBN:
9786556114545
Páginas:
276
Selo:
Multifoco