Vale em Poesia

A poesia do Vale você encontra aqui

À Medida dos Tempos

OBRA INAUGURAL DO SELO VALE EM POESIA

LANÇAMENTOS 13/11/2009 – Pindamonhangaba

  Guarulhos  12/06

* * *

À Medida dos Tempos”

À Medida dos tempos

Vivo sempre sem saber

quanto tempo durará a simplicidade do vento.

As horas descarregam sobre os ombros dos homens

todo seu peso sem medida a encurvá-los.

Somos como raízes no solo, que,

mesmo arrancadas,

as marcas, nem a medida das horas apagam.

 

Os fatos são narrativas

e conduzem tudo e sempre

a um começo,

a um meio,

a um fim…

 

De imediato,

restam-nos as reminiscências

sem peso,

sem medida,

sem tempo.

 

autor do Vale

cleberbianchi@hotmail.com

Acontecência

Lançamento 27/02
Cachoeira Paulista
 
 
 
Jurandir e a jornalista Cláudia Varela
 
* * *
 

Raízes

Para Geraldo Rodrigues, meu pai

Meu pai é inteiro

Feito de um só tronco

Florando.

 

Tronco tosco, rude

Em que há cravadas nele

Orquídeas brotando.

 

Meu pai é chão

Chão dos altos

Da Bocaina sobrando.

 

Meu pai é água

Água da serra

Pedra derrubando.

 *  | p. 27 | *

 Autor do Vale

 juranha@hotmail.com

Diálogos que ainda restam

 

Lançamento 13/03 – Guarulhos

* * *

“Diálogos que ainda restam”

 

EM PRETO E BRANCO

 

 

Consolam minha alma murcha

minha tristeza crônica, doentia,

meu rosto orvalhado

 

Minha natureza é náufraga

olhar de olhos de flecha,

de flerte, que me diverte

 

Compro minhas alegrias efêmeras

o troco é o arrependimento tardio

nessas horas enxergo em preto e branco

 

Vivo em preto e branco

durmo em preto e branco

sonho em preto e branco

 

Em preto e branco

faço minhas preces

que sei de cor

 * |p. 47| *

 

Autor do Vale

bil_garcez@yahoo.com.br

A Quarta Parede

 

Lançamento 10/04 – Ribeirão Pires/SP

* * *

A QUARTA PAREDE

A QUARTA PAREDE 

No fundo do eu,

espectador do imaginário

e das contradições,

assisto o meu elenco

na passividade de plateia 

que sou.

 

Figurante do que sinto

enceno os dias

na arena de coadjuvantes

que protagonizam

o sonho improvisado desta ficção.

 

Cômica caixa cênica

em suspensão de descrença

que o auditório não vê,

embora pense que creia.

 

Parede imaginária

no invisível

deste pedaço de vida

a confundir o elenco.

 

Palco de invasores sentimentos,

nas coxias intransitáveis da alma,

que não vêm à cena.

 

Mundo lúdico enredado

na rotunda da emoção.

Quarta parede a impedir o sim

quando a plateia

só enxerga o não.   

 

 Autor do Vale

poetapaulofranco@terra.com.br

Ecos e outros versos

lançamento 19/06

 

* * *

“Ecos e outros versos” 

Herança

Ao Zumbi degolado

Acenderam velas

 

E um quilombo inteiro

Transformou-se em favelas

* | p. 14 | *

Autor do Vale

 eryckletrado@hotmail.com