"Pô! Que mentira, pai!" é uma coletânea de histórias vividas por um repórter ao longo de uma carreira de mais de 35 anos. O autor, sem nenhuma pretensão literária, lembra a sua chegada "triunfal" à redação de um jornal carioca e percorre, em muitos casos com um certo bom humor, os perigosos caminhos da cobertura de manifestações de rua envolvendo estudantes, PMs e outros segmentos da sociedade na década de 60, quando não faltaram muita violência e a terrível vizinhança da tortura. A narrativa desses fatos e de outros é feita com a mesma simplicidade com que o autor a fazia para grupos de amigos à beira de uma piscina, no calor de um churrasco despojado, ou na mesa de um bar. E que despertava sempre a mesma reação de seus dois filhos, atentos e severos ouvintes: pô!, que mentira, pai!
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